| |
Mundos habitáveis
O novo planeta
Na revista Nature de janeiro de 2006, uma das mais importantes revistas científicas, cientistas relataram a descoberta de um novo planeta fora do nosso sistema solar. Esta descoberta somente foi possível pela aplicação de uma nova metodologia, denominada de “gravitational microlensing”. A dificuldade está na dimensão do planeta e na sua distância da estrela.
No jornal O Globo, a notícia (baseada no artigo da Nature) foi divulgada com duas observações, no mínimo, interessantes.
http://oglobo.globo.com/online/ciencia/mat/2006/01/25/190067169.asp
Primeira observação: O planeta “tem uma atmosfera similar à da Terra”. Na divulgação oficial feita pelos cientistas (revista Nature) não se encontra nenhuma observação a respeito da atmosfera do planeta. Talvez, baseando-se nas possíveis características do planeta descoberto, seja possível, no máximo, supor que tenha uma atmosfera.
Segunda observação: A distância entre o planeta e a sua estrela (similarmente a Terra e o Sol) seria “comparável ao de mundos habitáveis. Se estivesse em nosso Sistema Solar, ficaria entre Marte e Júpiter”. Até o presente momento só se tem notícia de um único planeta habitável: a nossa Terra, portanto não se poderia usar o termo “mundos habitáveis”, muito menos estabelecer uma distância para que o mundo possa ser habitável. Além do mais, a distância do planeta em questão é bem superior a da Terra (o dobro) e, como consta na própria reportagem do jornal, estaria entre Marte e Júpiter, nenhum dos dois, pelo que se sabe, apresentam vida como conhecemos.
A descoberta é um grande feito, mas é muito cedo para dizer que seja "uma nova Terra".
Escrito por Claudio às 15h00
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Dalai Lama
O Dalai Lama – Budismo Tibetano

O pensamento humano é realmente de uma riqueza inquestionável, a nossa tendência é sempre de analisar os fatos de acordo com o que consideramos mais proveitoso. Observa-se, então, que somos tendenciosos em nossas análises. Para minimizar esta tendência, há uma poderosa ferramenta: a meditação. Devemos sempre meditar e ponderar sobre as coisas, sejam elas quais forem.
Na história mais recente da humanidade tivemos o exemplo de Gandhi que, diante de um país dominado por outra nação, foi capaz de conduzir o povo até a libertação sem ser necessário que este mesmo povo recorresse a armas de qualquer tipo, ou melhor, ele usou a arma mais poderosa que qualquer nação possa ter: o amor.
Diferentemente dos outros tipos de armamento, que basta ter condições financeiras para possuí-las, a arma de Gandhi não pode ser comprada por dinheiro algum, ela necessita ser desenvolvida ao longo do tempo. É fácil de imaginar, olhando para nós mesmos e para a grande maioria da humanidade que, para alguém ser capaz de desenvolver tamanho grau de amor ao próximo, uma experiência carnal não deva ser suficiente. Será, talvez, um grande motivo para a crença na reencarnação?
Outro importante exemplo é o Dalai-lama, do Budismo Tibetano. Seu país, o Tibet, foi invadido e tomado, em 1959, pelos Chineses. O Dalai-lama é o líder político e religioso do país e se encontra no exílio, juntamente com muitos outros compatriotas. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1989 por trabalhar em prol de estabelecer novamente a paz com a China e recuperar a independência do Tibet sem fazer uso da violência e, conseqüentemente, sem a perda de vidas indiscriminadamente.
Juntamente com Gandhi, podemos citá-los como dirigentes políticos que realmente amam e respeitam seus povos, pois consideram a vida de cada um como bem precioso que não deve ser desperdiçada.
Muitos podem considerar que uma nação esteja acima do que seus cidadãos, mas deve-se lembrar que, somente em um mundo onde haja o respeito mútuo, seja entre vizinhos, cidades ou países, poderá haver a tranqüilidade e a paz duradoura.
Estes são os exemplos de como o mundo deve ser dirigido. Tentemos segui-los naquilo que nos cabe (já será um grande começo).
PS. Entrou no ar em dezembro de 2006 o site oficial do 14.º Dalai Lama do Tibet (http://www.dalailama.com). Vale a pena conferir!
Escrito por Claudio às 09h34
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Origem da vida
Este blog é atualizado segundas e quintas
Creacionismo, Evolução ou Projeto Inteligente

Estes termos podem soar estranhos para muitos, porém são temas que percorrem os Estados Unidos. Porém, antes de continuarmos, seria preciso uma breve explicação para cada termo:
Creacionismo: Corrente de pensamento segundo o qual o universo foi criado por um ser supremo – Deus. Este processo de criação pode ter partido do nada ou apenas uma organização de um pré-estabelecido caos.
Evolução: Processo inicialmente descrito do Darwin, em que os organismos vão adquirindo caracteres que os tornam mais aptos a sobreviverem no meio em que se encontram, passando a informação para as gerações subseqüentes. Esta seria a proposta aceita “cientificamente” sobre a origem e progresso das espécies animais e vegetais (incluindo o homem). Este processo também inclui o que é conhecido como “seleção natural” onde os mais fortes sobrevivem enquanto que os mais fracos sucumbem.
Projeto inteligente: Conhecido, em inglês, como “intelligent design – ID”. Esta teoria é mais recente tendo como idéia principal uma mescla das anteriores. O processo evolutivo não seria decorrente da herança de caracteres adquiridos e da seleção natural, porém seria conduzida por uma inteligência superior ou ser supremo.
Enquanto que no Brasil ninguém se preocupa muito com o assunto, nos EUA é motivo para muitas ações judiciais. A questão principal em torno destes temas, que causa tanto furor nos EUA, é decidir qual versão sobre a origem da vida e do planeta que deve ser ministrada nas escolas. Embora muitos possam até discordar sobre a relevância do debate, é matéria para a revista NATURE, uma das melhores e mais conceituadas revistas científicas.
Sem entrar no mérito da questão, este é um bom exemplo da atenção que o ensino da população merece, principalmente o ensino básico.
Afinal, não deve ser por mero acaso que os EUA são a maior potência do mundo.
Escrito por Claudio às 09h52
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Contra-mão
Na contra-mão do progresso
Recentemente a mídia publicou a quarta edição do Relatório Global de Monitoramento da Educação para Todos, da agência da Organização das Nações Unidas (ONU). Neste relatório o Brasil é apresentado como fazendo parte do grupo de 12 países onde vivem 75% dos analfabetos do mundo.
Fazem parte da lista os seguintes países, além do nosso amado Brasil: Índia, China, Bangladesh, Paquistão, Nigéria, Etiópia, Indonésia, Egito, Irã, Marrocos e República Democrática do Congo.
A conclusão óbvia que se chegou é: A elevada taxa de analfabetismo dificulta a diminuição da pobreza no mundo.
É possível perceber que, pela sua situação econômica, o Brasil não deveria constar desta lista macabra. Devemos nos perguntar o porquê disto acontecer. Por que ainda permanece na ignorância um país com tanta riqueza?
Vivemos na contra-mão do progresso.
Algum tempo atrás as escolas públicas eram de excelente qualidade, hoje estão agonizando. Neste imenso Brasil, com tantos pobres, proliferam as escolas particulares com preços exorbitantes, onde somente pequena parcela da população tem acesso. Muitos mantêm seus filhos nestas escolas com grandes dificuldades.
A priorização básica de qualidade deveria estar disponível para todos, pois somente com a educação poderá a Nação atingir uma situação em que sua população terá uma qualidade de vida adequada.
Outro exemplo de como caminhamos na contra-mão é o transporte coletivo que se instaura nas grandes cidades do Brasil.
O planeta atualmente sofre de superpopulação nas grandes cidades e, para que o fluxo de pessoas possa ser adequado, o transporte de massa se faz necessário.
Para citar um exemplo, Londres possui ônibus de dois andares, além de grande rede de metrô.
No Brasil, especificamente no Rio de Janeiro, o metrô ainda é incipiente (apesar de já existir há muitos anos); trens, no Rio, os que ainda sobrevivem, são mais do que insuficientes; enquanto que os ônibus, capazes de transportar dezenas de passageiro, estão sendo substituídos por vans e kombis, com capacidade de alguns poucos.
E o trânsito como fica? CAÓTICO.
Escrito por Claudio às 16h08
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Lei de Gerson
A Lei de Gerson não morreu
Para aqueles que não são “daquele tempo”, muitos anos atrás, em um comercial de cigarros, aparecia um famoso jogador de futebol exaltando as maravilhas daquela marca de cigarros. Ao final, ele dizia: “Eu gosto de levar vantagem em tudo. Certo?”. Esta expressão ficou conhecida como a “Lei de Gerson”.
Após algum tempo, todos aqueles que maliciosamente se aproveitavam de outras pessoas ou situações diziam: “Eu gosto de levar vantagem em tudo. Certo?”, se tornando, desta forma, uma espécie de lema do brasileiro mal intencionado e que, devido a repetição, se tornou aceita pelo público e muitos achavam certa graça.
Após algum tempo, felizmente, duras críticas a esta “filosofia de vida” começaram a surgir, inclusive na mídia. Hoje em dia já não se usa mais esta frase.
Contudo, isto não significa que não seja posta em prática.
O que observamos atualmente são desvios de comportamento que, se não abrirmos os olhos, poderão se tornar “aceitável” pela sociedade em geral.
Após um ano como foi 2005, quando uma infinidade de denúncias correram soltas entre muitos dos indivíduos responsáveis pelo bom andamento do país e, depois de meses de investigação, dizem que ainda não tem provas de falcatruas, mesmo com alguns poucos, encurralados, se declarando culpados, os representantes do povo, eleitos pelo próprio povo, se acham com o direito de receber pagamento extra para não realizarem a tarefa a que foram chamados.
Pagamento extra em tempo de crise já é um absurdo, imaginem, ainda, receber o pagamento e não realizar o trabalho?
Nos meios de comunicação é possível assistir muitos dizendo que vão “doar” o dinheiro que receberam. Mesmo que realmente façam a doação, eu me pergunto: com que direito podem dispor como bem entendam de algo que não lhes pertencem? Receberam para trabalhar, se não trabalharam não fizeram por merecer, portanto, não lhes cabe a remuneração que deveria ser devolvida a sua fonte de origem.
Esta não é apenas uma questão de dar uma finalidade ao montante de dinheiro, mas uma questão filosófica: ninguém pode dispor daquilo que não lhe pertença. Imaginem se isso virar “moda”, ninguém mais se achará no dever de cumprir com compromissos assumidos e pelos quais já receberam o dinheiro e ainda se acharão no direito de fazer o que quiserem com o montante pago.
Devemos cobrar daqueles que se elegeram com o nosso voto por ações justas e honestas.
As eleições chegarão em breve e será o momento de mostrarmos nossa repugnância por atitudes vergonhosas.
Escrito por Claudio às 10h51
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
| |
[ ver mensagens anteriores ] |
|
|
|
|