Ecstasy
Não faz mal, fazendo
O composto químico 3,4-metilenodioximetanfetamina (MDMA), mais conhecido como Ecstasy, é popular entre os freqüentadores de discotecas, festas raves e nightclubs, por seu efeito no organismo que causa uma sensação de bem-estar, proporcionando coragem para que seus usuários possam dançar, conversar e outras coisas sem o impedimento do sensor de autodefesa.
Em resumo, o que esta droga faz é desligar os mecanismos de detecção de atitudes ridículas, depreciativas e perigosas. Deixando seu usuário como uma nau a deriva, sem comandante à bordo.
Esta droga também é considerada como inofensiva, o que consegue confundir o sistema de autodefesa do indivíduo, fazendo com que o “alarme” que soa seja ignorado com a subseqüente ingestão da pílula.
Estudos recentes revelam que esta droga não é tão inofensiva quanto parece, pois tem seus efeitos potencializados quando em ambiente com som muito alto, tais como festas raves, nightclubs, etc.
Ratos que foram submetidos a experiências com o ecstasy apresentaram efeitos que duraram até cinco dias após sua ingestão e que foram submetidos ao som muito alto.
Um dos cientistas envolvido no estudo disse que “seria trágico descobrir que o uso de ecstasy em clubes quando adolescente aumenta significativamente o risco de doenças mentais na fase adulta”.
Pensando sobre o assunto, me lembrei do programa infantil de nome “Chaves”, onde o personagem principal, uma criança que dá o nome ao programa embora seja interpretado por um adulto, quando pego em uma travessura diz a seguinte frase: “Foi sem querer, querendo”. Isto é, na verdade foi por querer, mas espera que o outro acredite que não.
De volta ao ecstasy, na verdade, a droga faz mal, mas aqueles que a vendem querem que os outros acreditem que não.
Quem é você? Se souber responder você não precisa usar ecstasy...
Obs.: Este texto é baseado em artigo publicado no site da revista Nature (www.nature.com/news em 16/2/2006), que por sua baseou-se no artigo original do estudo científico “Electrocortical effects of MDMA are potentiated by acoustic stimulation in rats” (www.biomedcentral.com/1471-2202/7/13).
Escrito por Claudio às 10h50
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