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Colunista-2
Quero ser um colunista - 2
Já sei. Quero que seja instaurada a DEMOCRACIA como ela deve ser. Quero que seja tal qual Sócrates, o filósofo grego, descrevera, quinhentos anos antes de Cristo, como deveria ser o comportamento dos legisladores e suas intenções nos cargos que ocupam. Disse ele que o verdadeiro governante deve visar o interesse do governado em primeiro lugar e não o proveito próprio.
O que? Por que não pode ser assim? Sócrates foi acusado e sentenciado a beber cicuta?
Ora, reconheço que os relatos de suas idéias não são de fácil entendimento, porém aqueles que as compreende poderiam explica-las. Um pouco de emprenho e de estudo não faz mal a ninguém. Suas palavras continuam vivas.
O que? Não são tão vivas assim? Ninguém fala delas?
Por que não? A população precisa ouvir para mudar o paradigma que se instala nas instituições brasileiras, sejam elas governamentais ou não. É preciso deter a marcha da postura debochada e escrachada de que tudo e qualquer coisa seja lícito, caso contrário a falência moral se estabelecerá.
Não, ainda não se estabeleceu. Ainda há tempo. É urgente, mas ainda há tempo.
Que posso fazer? Qual poderia ser a minha contribuição para frear esta escalada de atrocidades morais contra o próprio indivíduo e contra os outros? A política em um país é um reflexo da sua população ou vice-versa? Esclarecer um povo é esclarecer a todos?
Falo, mas ninguém ouve. Tento gritar, mas o som da minha voz é abafado pela correria do dia-a-dia e todo o ruído produzido neste processo.
Tapar os ouvidos com sons ensurdecedores não é a solução.
Já sei. Quero ser um colunista do grande jornal da vida, no contato com amigos e colegas, no contato com desconhecidos.
Um colunista que transmite a necessidade de mudança para que haja a esperança de um futuro melhor para nossos filhos, para os animais e para os vegetais.
Floresta, verde floresta com toda a vida pulsando e nós, ao redor, usando e usufruindo sem, contudo, destruir.
Peço a Deus forças para continuar com minha revolta ativa, sem sucumbir a tantos desmandos.
Escrito por Claudio às 15h51
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Colunista-1
Quero ser um colunista - 1
Sentados no sofá, televisão ligada, hora do telejornal. Não podíamos mais falar, pois meu pai, durante aqueles momentos, pedia total silencio para assistir ao noticiário na tv.
Silêncio diante do noticiário. Por que? Era época da Ditadura Militar, ouvia-se o que podia e nada era comentado.
Hoje se estabeleceu a Democracia neste imenso Brasil. Pode-se falar sobre o que quiser. Discutir política. Discutir os atos do governo.
Mas, de que adianta falar se ninguém ouve? Quem se preocupa com o que é dito pela população? Será isto o que se denomina de “Democracia”?
Não, não quero isto. Não quero a Ditadura também.
O que será que desejo? Do fundo de minha alma, como eu gostaria que fosse o lugar onde vivo?
Medito a respeito de mim mesmo...
Continua...
Escrito por Claudio às 15h50
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Bardo Thödol
O Livro Tibetano dos Mortos
A etapa de Sansara que mais causa espécie e uma grande fonte de dúvidas e temor é, sem dúvida, a morte. Por causa desta “desconhecida senhora” que, mais cedo ou mais tarde, irá nos visitar particularmente, as maiores barbaridades são cometidas. Sabemos da sua existência, ou melhor, da sua ocorrência, observamos os modos de ação de que dispõe e, por isso, temos conhecimentos de que age das mais variadas maneiras, acima da nossa capacidade de previsão.
Realmente, se formos analisar, poderemos observar que existe um número praticamente infinito de condições em que as pessoas morrem, mas não temos a mínima idéia de como será a nossa.
É impressionante que, apesar de nos causar tanto temor e, até mesmo, repulsa, o ser humano é capaz de infligir a morte a seus semelhantes. No mundo atual existe tanta violência, que as pessoas se matam por questões de uma variedade tão grande quanto às formas que fazem uso para chegar ao seu intento.
No ocidente, costuma-se evitar falar sobre o assunto, mas talvez, seja necessário conversar mais. Existem escolas para prepararem o indivíduo a lograr uma vida de realizações; todo iniciante em um novo emprego necessita de algum tempo de treinamento para realizar sua função corretamente; é necessário um tempo de aprendizado para se poder ler e a escrever. Na cultura ocidental recebemos treinamento para viver, mas não somos preparados para a morte, que é inevitável.
Acredito que as religiões deveriam suprir esta falha na educação do indivíduo, mas geralmente, com algumas exceções, não é o que acontece.
Conforme nos acostumamos com a idéia, é possível que a morte não nos cause mais aversão, aprendemos a encará-la como um fato natural, mais natural que se submeter a uma cirurgia, pois, muitos, nunca chegam perto de um centro cirúrgico, ao passo que ninguém está livre de morrer.
O Livro Tibetano dos Mortos é uma obra prima; um aviso para enquanto estamos vivos; um guia prático para auxiliar as pessoas que se encontram nos estágios do processo da morte física; e também, aos que já passaram por todas as etapas e que já estão no outro lado, os mortos. Enfim, alerta e conduz durante todos os processos e estágios que, como foi dito anteriormente, todos experimentaremos.
Fica a dica para quem ainda não leu.
Escrito por Claudio às 17h15
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